CPI Banestado interroga Jaime Canet
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sexta-feira, 19 de setembro de 2003
Equipe da Folha 
Curitiba - Para a CPI nacional do Banestado, o depoimento do ex-governador do Paraná Jayme Canet Júnior, tomado na quinta-feira em Brasília, indica que ele não cometeu irregularidades no esquema de evasão de divisas que ocorreu no banco entre 1996 e 2000. Canet, governador de 1975 a 1979, é um dos denunciados pelo Ministério Público Federal por crimes contra o sistema financeiro nacional.
Canet Júnior apresentou declarações do Imposto de Renda de 1998 e 2002. Em 1998 ele enviou dinheiro ao exterior, mas declarou à Receita Federal. Nesse ano também foram emitidos cheques pela corretora Araucária no nome dele. Canet disse desconhecer qualquer movimentação desse tipo. Em fevereiro de 1998 foram depositados R$ 296 mil na conta dele por um suposto ''laranja'', e em dezembro, parte do dinheiro teria sido encaminhada para outro laranja.
''Faltaram alguns documentos, mas tudo indica que Canet realizou operações legais'', disse o relator da CPI mista, deputado federal José Mentor (PT-SP). Mentor pediu as declarações do Imposto de Renda de 1999 e 2001 e os extratos das operações de sua conta na corretora em fevereiro e dezembro de 1998.
A reportagem deixou recados para falar com Canet Júnior, mas ele não retornou as ligações. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele teve responsabilidade na movimentação de dinheiro que ocorreu na conta dele.
A força-tarefa que investiga lavagem de dinheiro e evasão de divisas do Banestado entre 1996 e 2000 já denunciou 244 pessoas por crimes de falsidade ideológica, gestão fraudulenta e evasão de divisas. (R.F.)


