Brasília, DF - A CPI dos Bingos vem trabalhando com os dados de quebras de sigilo telefônico de assessores próximos ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Reportagem publicada ontem no jornal ''Correio Braziliense'' mostra que Ademirson Ariovaldo da Silva, assessor do ministro, recebeu entre outubro de 2003 e março de 2004 cerca de 70 ligações telefônicas de Marcelo Franzine, ex-diretor da Leão Leão. A empresa teria pago, entre 2001 e 2002, propina à Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), ainda na administração Palocci. O dinheiro seria para caixa dois do PT.
As ligações, segundo o levantamento, foram feitas para um celular em nome da Presidência da República que fica com Silva. Além disso, o assessor recebeu ligações do empresário Roberto Colnaghi, entre 2003 e abril de 2004, de acordo a CPI dos Correios.
Colnaghi é dono do avião em que o ministro da Fazenda viajou de Brasília a Ribeirão Preto em 2003 e o mesmo usado no transporte de caixas de uísque em 2002, que conteriam dólares de Cuba para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outro que aparece na listagem de ligações é o empresário Carlos Eduardo Valente, ligado ao banco Prosper.

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