CPI aprova quebra do sigilo de Denise Abreu
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terça-feira, 21 de agosto de 2007
Renata Giraldi<br>Folhapress 
Brasília - A CPI do Apagão Aéreo no Senado aprovou ontem a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, a partir de janeiro de 2003.
A decisão foi tomada cinco dias após ela ter prestado depoimento à comissão. Na ocasião, ela não quis, espontaneamente, dispor de seus sigilos.
Denise Abreu prestará depoimento à CPI na Câmara na quinta-feira. De acordo com o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), ela precisa explicar melhor a atuação da Anac como agência reguladora. Segundo ele, o depoimento ao Senado foi ensaiado e superficial.
No total, a comissão aprovou as quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico de nove pessoas, inclusive da ex-diretora da Infraero Eleuza Terezinha, denunciada por uma série de irregularidades e que já prestou esclarecimentos à comissão.
Após depoimento na CPI ontem, o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, defendeu a revisão dos valores das taxas cobradas às empresas aéreas na ocupação dos pátios dos aeroportos. Ele não indicou os novos valores, mas reclamou dos abusos por parte das companhias.
Gaudenzi sinalizou ainda que deve haver uma outra revisão na distribuição da arrecadação obtida via taxas de embarque. De acordo com ele, por enquanto não há a possibilidade de elevar os valores cobrados aos passageiros.
O presidente da Infraero afirmou que a preocupação é de que há uma queixa geral por parte das revendedoras, que alegam ficar apenas com uma pequena parte do percentual cobrado.
O depoimento de Gaudenzi à CPI durou pouco mais de uma hora. Poucos senadores compareceram à sessão.


