Curitiba - O deputado estadual Alexandre Khury (PMDB) apresentou ontem o relatório final da CPI do Porto de Paranaguá aos demais deputados que integram a comissão. O relatório ainda receberá emendas antes de ser colocado em votação pelo presidente da CPI, Valdir Rossoni (PSDB). A CPI começou seus trabalhos no início do ano passado, a pedido do deputado Valdir Leite (PPS), que tem sua base em Paranaguá.
O próprio relator da CPI admite que o resultado final foi bem menos abrangente do que se imaginava no início dos trabalhos. ''O Leite anunciou que teríamos uma série de irregularidades. Porém, no final nós vimos que a maior parte dos problemas detectados eram administrativos, e têm sua origem vários anos atrás'', comentou Khury.
O próprio diretor-superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) e irmão do governador, Eduardo Requião, só foi ouvido uma vez durante os trabalhos da comissão. Como Khury pertence ao mesmo partido de Requião, especulava-se que o relatório poderia ser benevolente com Eduardo. ''Como relator, não cabia a mim convocar ninguém para prestar depoimentos. O próprio Leite ou outro deputado poderiam ter ouvido o superintendente outras vezes se assim o desejassem. De qualquer maneira, meu relatório será o mais democrático possível. Vou acatar todas as emendas que tiverem fundamento nos trabalhos da CPI'', garantiu Khury.
Segundo ele, dois episódios serão enviados ao Ministério Público (MP) para investigações. O primeiro é o sumiço de cerca de R$ 1,4 milhão em farelo de soja que estava armazenada no porto como garantia de um empréstimo feito à empresa Uninave. O outro é a explosão do navio VicuÀa, em novembro do ano passado. ''Estamos remetendo toda a documentação que temos a nosso dispor'', afirmou Khury.
Além da CPI da Assembléia, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados também está investigando o porto de Paranaguá.

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