CPI aponta BC como participante de prejuízo
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terça-feira, 25 de novembro de 2003
Evandro Fadel<br> Agência Estado 
Curitiba - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa vai apontar o Banco Central como co-participante do prejuízo que a privatização do antigo Banestado deixou à população paranaense. ''Vamos recomendar ao governo e ao Ministério Público que responsabilize o Banco Central como co-participante'', afirmou o deputado Neivo Beraldin (PDT), presidente da CPI.
Nos últimos oito meses, a CPI apurou as negociações feitas na privatização do Banestado. ''Quando o banco tinha passivo a descoberto de R$ 2,6 bilhões o Banco Central deveria ter decretado intervenção, assim a sociedade paranaense teria menos prejuízo'', entende Beraldin.
O relatório, aprovado ontem pelos integrantes da CPI, deverá ser apresentado amanhã em sessão especial da Assembléia Legislativa. Segundo levantamento feito pelos integrantes da CPI, o governo estadual anterior conseguiu empréstimo de R$ 5,6 bilhões para sanear o banco e prepará-lo para a privatização, que acabou acontecendo em 2001. Desse valor, R$ 3,8 bilhões já foram pagos. Mas ainda faltariam R$ 8 bilhões a serem pagos.
Dos 11 integrantes da CPI, dois foram contrários ao texto final: Luciano Ducci (PSB) e Aílton Araújo (PTB). Ducci explicou que foi contra o texto porque foram usados ''dois pesos e duas medidas''.
Segundo ele, o ''processo de quebra'' do ex-banco estatal aconteceu ao longo de muitos anos, não apenas durante o governo de Jaime Lerner (PSB). Mas o texto concentraria, de acordo com Ducci, a responsabilidade na gestão Lerner. Os dois últimos antecessores de Lerner no Palácio Iguaçu foram Roberto Requião (PMDB) e Alvaro Dias (PSDB).
O relatório final será apresentado sem o resultado da exumação do corpo do ex-diretor da Banestado Leasing e ex-secretário do Esporte e Turismo Osvaldo Magalhães dos Santos. A exumação aconteceu no sábado, mas os exames podem demorar até 120 dias. (Colaborou Maria Duarte)


