CPI adia indiciamento de paranaenses
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quinta-feira, 18 de maio de 2000
Valmir Denardin De Curitiba 
A CPI do Narcotráfico da Câmara Federal adiou para terça-feira, em Brasília, a votação do pedido de indiciamento do ex-secretário de Segurança do Paraná, Cândido Martins de Oliveira; do ex-delegado-geral da Polícia Civil no Estado, João Ricardo Képes Noronha; e de outros três integrantes da corporação acusados de envolvimento com quadrilhas de narcotráfico e desmanches de carros roubados.
Foi o segundo adiamento da votação. O primeiro, na terça-feira, ocorreu porque o relator da CPI, Moroni Torgan (PFL-CE), não compareceu à sessão por estar doente. Na sessão de ontem, a votação foi adiada devido ao excesso de assuntos em debate. A próxima sessão está marcada para as 16 horas de terça-feira.
Segundo o deputado Padre Roque Zimmermann (PT), sub-relator e único paranaense integrante da comissão, Cândido Martins e Noronha deverão ser indiciados por desacato e desancamento (fazer críticas severas a pessoas ou instituições). Mesmo convocados, os dois não compareceram para depoimento na passagem da CPI por Ponta Grossa, nos dias 8 e 9 deste mês. Noronha também não se apresentou para depor quando a CPI esteve em Curitiba, entre 29 de fevereiro e 2 de março.
Além disso, Cândido Martins chegou a pedir ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), a suspeição dos integrantes da CPI, sob a acusação de que eles estariam fazendo manipulações para humilhar e prender os depoentes durante as sessões da comissão.
Os outros possíveis indiciados, por desacato e formação de quadrilha, são os delegados Mário Ramos (de Curitiba) e Emílio Wzorek (de Ponta Grossa); e o investigador Mauro Canuto (de Curitiba). Esperamos que, com o indiciamento, o Ministério Público peça a prisão de todos eles, disse Padre Roque.
De acordo com o deputado, na mesma sessão será debatido o eventual indiciamento de outras três ou quatro pessoas do Paraná. A Folha apurou que uma delas é Adilson Rabelo, ex-secretário e ex-vereador em Foz do Iguaçu. Rabelo é acusado de envolvimento com o tráfico de drogas na Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina).


