Se não houver novo adiamento, hoje, a exemplo do que a defesa conseguiu na semana passada, a Comissão Processante (CP) que investiga suposta quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Rodrigo Gouvêa (PRP) deve iniciar às 13h30 a tomada de depoimentos. O primeiro a falar é o próprio Gouvêa; na sequência, vão depor quatro testemunhas elencadas pela CP - entre ex-assessores do vereador, ex e atuais funcionários do Legislativo.
Segundo relatório da Corregedoria que embasou a denúncia apresentada pela Mesa e admitida pelo plenário, na instauração da CP, o parlamentar teria mantido em sem gabinete, no primeiro semestre do ano passado, a assessora Maria Aparecida Vieira sem que, contudo, ela desempenhasse as funções para as quais fora nomeada. De acordo com o corregedor, Rony Alves (PTB), a ex-assessoria teria sido paga pelos cofres públicos para atividades que seriam, na realidade, típicas de cabo eleitoral.
Semana passada, o advogado de Gouvêa, Guilherme Gonçalves, conseguiu o adiamento dos depoimentos até que a CP analisasse pedido da defesa para que o processo seguisse os ritos do decreto-lei 201/67 - a Comissão, no entanto, sustentou que vai se balizar pelo Código de Ética e Decoro Parlamentar.
Ontem, o presidente da comissão, Amauri Cardoso, informou que os depoimentos do vereador e das testemunhas serão contrapostos para, antes de definir a data de depoimento das testemunhas de defesa, a CP avaliar se mais alguém de acusação será arrolado. O prazo de 90 dias para conclusão dos trabalhos se encerra no dia 9 de maio - com orientação ao plenário pelo arquivamento da denúncia ou votação de cassação do mandato. A FOLHA não conseguiu ontem contato com o advogado do vereador.

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