Depois do recesso parlamentar, foi realizada nesta sexta-feira (4) a primeira reunião da CP (Comissão Processante) que investiga ato incompatível ao decoro parlamentar contra o vereador Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, com a nova composição. Boca Aberta é investigado pela campanha feita na internet para pagar uma multa eleitoral de R$ 8 mil. Os advogados e o parlamentar investigado participaram do início da reunião na Câmara Municipal de Londrina. O vereador Felipe Prochet (PSD) presidiu a reunião que tem Rony Alves (PTB) como relator e Eduardo Tominaga (DEM) como membro.

Mais uma vez, os advogados questionaram a validade da CP e elaboraram um requerimento para que a imprensa pudesse acompanhar a reunião na íntegra. "É um absurdo jurídico nos tempos de hoje CP vetar o acesso do povo e da imprensa, nós pedimos a publicidade de todos os atos", questionou o advogado Eduardo Duarte Ferreira. Ele também voltou a dizer que uma liminar
em vigor impede os trabalhos. Ferreira ainda alega que entrará com pedido de prisão contra o presidente da Câmara, Mario Takahashi (PV) e dos membros da Comissão que assinarem a ata da reunião por descumprimento de ordem judicial.

Prochet rebateu as críticas dos advogados e informou que todos os trabalhos da Comissão são gravados em áudios e vídeos e, por questão de espaço físico, a imprensa não pôde acompanhar toda a reunião. Sobre a validade da CP, ele também informou que tem respaldo da Procuradoria Jurídica da Casa. "A Comissão já substituiu o vereador Jamil Janene (PP) como determinou a Justiça, estamos exercendo nosso trabalho em pleno direito", informou.

PRAZOS

Prochet informou que, depois de redigida, a ata desta reunião será encaminhada para notificação do vereador e estabelecido um prazo de cinco dias para que a defesa de Boca Aberta se manifeste.

"A defesa prévia apresentada pelo vereador antes da abertura da CP será utilizada como documento no processo", disse. Isso porque até agora Boca Aberta não apresentou uma defesa por escrito oficialmente à Comissão.

Relator da Comissão, Rony Alves informou que até o final de setembro os trabalhos devem ser concluídos. "O vereador, por razões pessoais, não entregou os documentos que foram solicitados, por isso vamos trabalhar com o que temos para entregar o relatório final", disse. A partir dessa conclusão, será analisado em plenário se cabe cassação de mandato ou arquivamento da denúncia. (Colaborou Rafael Machado/Grupo Folha)

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