CP que investiga Gouvêa inicia relatório final
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terça-feira, 16 de março de 2010
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
A Comissão Processante (CP) que investiga suposto uso de assessora parlamentar para fins eleitorais por parte do vereador Rodrigo Gouvêa (PRP) começa na próxima semana a elaboração do relatório final. A informação é do presidente da CP, vereador Amauri Cardoso (PSDB), que, após reunião com o grupo, ontem à tarde, decidiu adiar para a próxima sexta o depoimento de cinco testemunhas de defesa, além de outras quatro convocadas pela CP. A primeira será ouvida a partir das 10 horas; a segunda, a partir das 14 horas.
A mudança de data atende parcialmente ofício protocolado esta semana pelo advogado de Gouvêa, Guilherme Gonçalves. No documento, a transferência das oitivas foi requerida em função da escolha de uma das quatro testemunhas de acusação, por parte do presidente da comissão, sem que tivessem sido esclarecidos à defesa, alegou Gonçalves, o porquê e a fundamentação da iniciativa. O pedido para que essa testemunha não fosse ouvida, contudo, não prosperou.
Outro pedido da defesa que não foi aceito pela CP foi a declaração de impedimento do vereador Roberto Fu (PDT) como membro do grupo. Sorteado na semana passada em plenário, o pedetista entrou na vaga deixada por Ivo de Bassi (PTN), que renunciou ao posto após tentativa da defesa de Gouvêa em declará-lo, por via judicial, impedido. O motivo: Bassi prestara depoimento contra o vereador acusado, no Ministério Público (MP), em investigação sobre suposta cobrança de propina contra o empresário Maurício Costa. A apuração pelo MP começou a partir de denúncia da enfermeira Regina Amancio. Segundo o advogado de Gouvêa, ela teria elaborado o material justamente no gabinete de Fu, com apoio de um assessor do pedetista. Fu nega.
''Difícil afirmar que haverá respeito ao devido contraditório quando um dos julgadores do caso tem obviamente um ânimo original em ver o requerente se condenado, pois a representação fora elaborada em seu gabinete'', diz trecho do ofício da defesa.
Conforme o presidente da CP, o entendimento do grupo, juntamente com o da Procuradoria Jurídica da Câmara, foi o de que ''não há nenhum problema para os trabalhos da comissão a presença de Fu; ele vai continuar'', disse o tucano.
Segundo Cardoso, as quatro testemunhas a mais elencadas pela CP, além de quatro que já depuseram na última quarta-feira, foram convocadas porque teriam havido ''algumas brechas e contradições'' nos demais depoimentos. O tucano não citou quais seriam, tampouco nomes dos convocados - disse apenas que se trata de dois funcionários da Câmara e duas pessoas da comunidade em que a ex-assessora atuaria, no Conjunto Cafezal (Zona Sul da cidade).


