CP publica edital para convocar Boca Aberta para interrogatório
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quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Guilherme Marconi<br>Reportagem Local 
A Câmara Municipal de Londrina não conseguiu localizar o vereador Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, para notificá-lo a comparecer ao interrogatório na CP (Comissão Processante). Isso porque Boca Aberta faltou à sessão ordinária dessa quinta-feira (21) e não foi encontrado em seu gabinete, nem em sua residência.
Boca Aberta encaminhou à Câmara uma justificativa por escrito informando que estava nas cidades de Mandaguari e Marialva, ambas na Região Metropolitana de Maringá, em compromisso particular. O vereador também respondeu à imprensa por áudio encaminhado por aplicativo de celular: "Foi um imprevisto, precisei sair às pressas. Não estou fugindo de ninguém. São eles que têm que me achar, não sou eu que tenho que procurá-los".
De acordo com o presidente da CP, Felipe Prochet (PSD) serão publicados editais de convocação no diário oficial do município e em jornal de grande circulação para cumprir a determinação judicial. "Vamos esgotar todas as possibilidades para intimá-lo a comparecer ao interrogatório." A nova data do interrogatório foi marcada para quarta-feira (27), às 10h45.
Na última terça-feira (19), o juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública, Marcos José Viera, anotou que "eventual recusa do impetrante (Boca Aberta) em receber a notificação não impedirá a válida instauração da sessão de seu interrogatório, quer ele compareça ao ato, quer não".
Segundo Prochet, depois do interrogatório, abre-se o prazo de cinco dias para as alegações finais e o processo volta para ao relator Rony Alves (PTB) concluir o encaminhamento. A sessão de julgamento que poderia levar à cassação de mandato estava marcada para esta sexta-feira (22).
O relatório de Alves considerou procedente a denúncia de quebra de decoro parlamentar no caso em que Boca Aberta pediu dinheiro nas redes sociais para pagar uma multa eleitoral. Por sua vez, o denunciado alega que não há crime e que o caso não passa de uma perseguição política. A CP tem prazo de 90 dias para concluir a investigação e trabalha com prazo final da sessão de julgamento o dia 9 de outubro.


