Imagem ilustrativa da imagem CP pede cassação de mandato de Boca Aberta
| Foto: Guilherme Marconi


O relatório final da CP (Comissão Processante) da Câmara Municipal entregue nesta quinta-feira (14) concluiu pela procedência da denúncia contra o vereador Emerson Petriv (PP), o Boca Aberta, por procedimento incompatível ao decoro parlamentar. Com a decisão, a data do julgamento foi agendada para o dia 22 de setembro às 9 horas da manhã. Cabe agora ao plenário decidir sobre o futuro do vereador na Casa. Para cassação de mandato são necessários dois terços dos vereadores ou 13 votos.

Vereador mais votado na última eleição com mais de 11 mil votos, Boca Aberta é o quarto parlamentar na história de Londrina a enfrentar o mesmo julgamento. Ele foi investigado por utilizar as redes sociais para pedir dinheiro para pagar uma multa eleitoral no valor de R$ 8 mil. De acordo com o relator, Rony Alves (PTB), os eleitores foram induzidos a acreditar que Boca Aberta utilizaria o dinheiro para pagar um multa em defesa dos usuários de uma unidade de saúde. "O que está sendo julgado é que ele induziu seus eleitores ao erro, ao pedir dinheiro para tentar sanar um crime eleitoral", disse.

Uma cópia do relatório de 30 páginas foi entregue a todos os vereadores. "Verifica-se que o núcleo da infração está na percepção de vantagens indevidas no exercício da atividade parlamentar, em proveito próprio", escreveu o relator. Alves nega que a decisão seja pelo "conjunto da obra" por conta das diversas polêmicas protagonizadas por Boca Aberta durante o mandato ou por divergências pessoais. "Partimos da denúncia da servidora e com base nos vídeos e nos documentos anexados".

Outro lado
Para Boca Aberta não houve surpresa em relação a indicação do relatório final da CP. Ele considera o conteúdo uma perseguição pessoal. "O vereador Rony Alves é meu inimigo pessoal, isso é público. Ele quer nos cassar por picuinha", ressaltou. Sobre a denúncia, o vereador disse que não há crime. "Foi apanas uma campanha onde arrecadei R$ 1.400 que foram doados para duas entidades". Segundo ele, o dinheiro foi divido entre uma Ong de animais e um projeto no Conjunto Vista Bela.

Durante todo o processo, a defesa de Boca Aberta entrou com diversos processos na justiça para tentar barrar a tramitação da investigação. "Os procedimentos que foram adotados pela Câmara são totalmente irregulares". Segundo ele, quatro recursos de agravo de instrumentos foram protocolados no Tribunal de Justiça. A defesa tenta anular a CP também no Supremo Tribunal de Justiça. Durante o curso na investigação, Boca Aberta decidiu não apresentar defesa. A Comissão anexou a defesa prévia que havia sido apresentada antes da abertura do processo.

Leia mais na edição desta sexta-feira (15).

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