A CP (Comissão Processante) da Câmara de Londrina marcou para as 9h de domingo (5) o depoimento dos vereadores afastados Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), ambos denunciados por quebra de decoro parlamentar por suposta participação em um esquema de venda de zoneamentos mediante pagamento de propina, conforme descrito pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Operação ZR-3. A data foi definida nesta segunda-feira (30) após a oitiva de outras duas testemunhas.

Foram ouvidos nesta manhã a ex-presidente do Ippul (Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina) e ex-membro do CMC (Conselho Municipal da Cidade) Ignês Dequech e o ex-presidente do conselho. Esta foi a quarta rodada de oitivas – Ignês também é acusada pelo Ministério Público de participação no mesmo desvendado pela Operação ZR-3.

As duas testemunhas já haviam sido chamadas anteriormente, mas Alves justificou ausência por estar em viagem internacional e Ignês, por ter ordem judicial restritiva de, entre outras coisas, se aproximar do prédio do Legislativo. Ela chegou à Câmara nesta segunda bem antes do horário esperado, às 8h30, e Alves chegou no momento estipulado. O depoimento da ex-presidente do Ippul levou cerca de meia hora e o conteúdo ainda não foi divulgado. Ela não conversou com a imprensa.

Na saída do depoimento, Alves disse que respondeu aos vereadores questões técnicas, sobre o Plano Diretor – que definiu, entre outras coisas, sobre o zoneamento urbano – e a participação do CMC na elaboração do documento. "Também fizeram questões técnicas, [como] se eu conheço normas do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) a respeito de elaboração de projetos. Estou completando 50 anos de formado, então, acho que sei alguma coisa", disse.

Prazo terminando

O relator da CP, João Martins (PSL), tem até o dia 19 de agosto para entregar o relatório final da CP, quando o documento se tornará público – o prazo é quatro dias antes de o documento, que vai indicar a cassação ou não dos mandatos, ser votado em plenário. O relatório tem de ser votado até 23 de outubro, caso contrário, a denúncia, feita pelo vereador Filipe Barros (PSL), é arquivada.

(Com informações do repórter Vitor Struck)

mockup