CP decide na semana que vem se prossegue com denúncia contra prefeito de Rolândia
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quarta-feira, 25 de setembro de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
O prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto (PSDB), entregou na última segunda-feira (23) uma farta documentação na Comissão Processante instalada na Câmara Municipal, a segunda que enfrenta em seu mandato. A defesa de aproximadamente 100 páginas será analisada na tarde desta quarta (25) pelos três vereadores que integram o grupo e a assessoria jurídica do Legislativo. Eugênio Serpeloni (PSD) é o presidente, João Gaúcho (PSC) o relator e Maria do Carmo Campiolo (PSDB) aparece como membro. Todos votaram contra a abertura da apuração.

Francisconi foi denunciado por outro parlamentar da Casa, Rodrigo da Costa Teodoro, o Rodrigão, do Solidariedade, por supostamente ter autorizado pagamentos indevidos para sua esposa, que é médica concursada do município. A representação considerou o que já foi levantado pela investigação instaurada pelo Ministério Público no mesmo caso, onde o prefeito é acusado de irregularidades na contratação de empresas terceirizadas prestadoras de serviços médicos.
Depois da reunião de hoje, a Comissão Processante vai decidir na próxima segunda (30) se continua ou não com a tramitação do processo. De acordo com o relator, se o parecer for pelo arquivamento, o plenário vai deliberar ou não pela continuidade. Se os componentes da CP optarem pelo prosseguimento, a apuração segue normalmente. "Se seguirmos esse caminho, o próximo passo é ouvir as testemunhas de acusação e defesa", explicou João Gaúcho.
Ele explicou que o vereador Rodrigão convocou uma única pessoa, o ex-procurador jurídico da Prefeitura de Rolândia, mas poderia ter chamado mais gente. O denunciante pediu que todas as testemunhas ouvidas pelo Ministério Público no procedimento investigatório também prestassem esclarecidos na Câmara. O problema é que o parlamentar, enquanto autor da denúncia, deveria qualificá-las com nome, telefone e endereço, mas os dados, conforme o relator, não foram repassados corretamente. "Essa não é uma atribuição da comissão", explicou.
A CP tem até o dia 2 de novembro para apresentar o relatório final que pode ou não indicar a cassação de Luiz Francisconi Neto. Para Gaúcho, os trabalhos, "até o momento, estão andando rápido. O que pode atrasar um pouco é a notificação das testemunhas, mas talvez nem usemos os 90 dias que temos direito", observou. O prefeito chegou a dizer em entrevista coletiva que o vereador Reginaldo Silva, do Solidariedade, tentou coagi-lo com uma lista de cinco nomes para cargos no primeiro escalão da administração municipal. As indicações possivelmente seriam uma exigência para impedir a apuração contra o gestor na Câmara.


