A CP agendou para o próximo dia 26 os depoimentos das testemunhas que não compareceram à reunião de ontem
A CP agendou para o próximo dia 26 os depoimentos das testemunhas que não compareceram à reunião de ontem | Foto: Devanir Parra/CML


Em mais uma reunião agitada, a Comissão Processante instalada na Câmara Municipal para apurar suposta quebra de decoro parlamentar dos vereadores afastados Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB) tomou nesta segunda-feira (16) o depoimento das testemunhas arroladas pela defesa dos parlamentares. Os dois são réus na Operação ZR3, deflagrada em janeiro pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), suspeitos de participar de organização criminosa envolvendo a aprovação de projetos de lei de mudança de zoneamento urbano na cidade.

Primeiro, foi a vez das testemunhas arroladas pela defesa de Takahashi. Nesta ordem, prestaram depoimento o secretário de Planejamento, Marcelo Canhada, o ex-vereador e atual coordenador do Procon de Londrina, Gustavo Richa (PSDB), o ex-chefe de gabinete de Takahashi, Fernando Yogi, e Edson Antonio Miúra, que foi delegado do Conselho Regional de Administração, uma das entidades com quem a Câmara fez um termo de parceria quando o vereador investigado era o presidente da Casa. Em seguida, depuseram o ex-procurador do município Paulo Valle e o atual chefe de gabinete do vereador Filipe Barros (PSL), Daniel Germanovix.

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Paulo Valle, procurador na gestão Alexandre Kireeff (PSD) entre 2014 e 2016, afirmou que nos encontros que teve com os vereadores para tratar de zoneamento urbano nunca havia recebido nenhuma proposta "indevida" ou "indecorosa". Ainda ficaram faltando depor o ex-presidente do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), Nado Ribeirete, o deputado João José de Arruda (MDB) e o secretário de Turismo de Porexéu (MS), João San Martin Paixão.

Depois depuseram as testemunhas arroladas pela defesa de Rony Alves. Foram ouvidos o presidente do Sinduscon Norte (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná), Rodrigo Zacaria, o engenheiro Nelson Antônio Vicente e o ex-chefe regional do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), Ney Paulo Pereira, além de Homero Wagner Fronja, um dos réus da Operação ZR3. Não compareceram a ex-presidente do Ippul, Ignez Dequech, cuja justificativa foi a medida cautelar que a impede de frequentar espaços públicos, já que ela também é ré na ação, e o empresário Brasil Filho. Na linha do depoimento de Paulo Valle, todos negaram ter presenciado qualquer tentativa de proposta ilícita envolvendo projetos de mudança de zoneamento.

NOVOS DEPOIMENTOS
Por conta das ausências mais uma rodada de depoimentos foi marcada para o dia 26 deste mês, três dias depois que termina o período de afastamento de 180 dias de Rony Alves e Mario Takahashi. De acordo com o presidente da Comissão Processante, vereador Roque Neto (PTB), a data para a coleta de novos depoimentos foi escolhida "por uma questão de agenda", já que algumas testemunhas estão viajando, como o engenheiro civil e ex-presidente do Sinduscon Norte Osmar Ceolin Alves. As outras duas testemunhas devem responder as perguntas dos vereadores que integram a CP João Martins (PSL) e Vilson Bittencourt (PSB) por e-mail.

SALÁRIO
Em reunião da Mesa Executiva da Câmara, semana passada, os vereadores decidiram não conceder subsídio mensal de cerca de R$ 12 mil a Mario Takahashi (PV). O vereador afastado havia solicitado administrativamente o salário depois que a justiça determinou o pagamento a Rony Alves. "Eu entendo que deve esbarrar em alguma questão da controladoria aqui e vamos socorrer no judiciário", afirmou o advogado de Takahashi, Anderson Mariano.

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