CP da Centronic marca nova data para Barbosa depor
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
A Comissão Processante (CP) da Centronic teve que adiar o depoimento do prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), previsto para a tarde de ontem, porque algumas testemunhas de defesa não compareceram à reunião marcada na Câmara de Vereadores. O depoimento do chefe do Executivo foi marcado para a próxima quinta-feira.
Um dos depoimentos esperados para a manhã de ontem era de Antônio Carlos Alencar, vigia que teria trabalhado na Rádio Brasil Sul com o nome da Prefeitura constando no holerite. Mas o vigia se recusou a prestar outro depoimento, e enviou um documento à Casa ratificando o que já tinha dito à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Centronic - concluída no final do ano passado na Câmara.
''Como o vigia não compareceu e uma das testemunhas está de férias, tivemos que remarcar alguns depoimentos e não pudemos ouvir o prefeito'', informou o presidente da CP, Roberto Kanashiro (PSDB). Com o documento enviado por Alencar, a defesa do prefeito trocou esse depoimento pelo de Gilson Aparecido Domingues, que na época era consultor da Centronic. ''Concordamos com a troca desde que a defesa se empenhe em encontrá-lo. Se não conseguirmos encontrar mais ninguém, se esgotam os prazos e ouviremos o prefeito no dia 21, para podermos elaborar o relatório final da investigação'', finalizou Kanashiro.
A CP ouviu na tarde de ontem um vigilante que trabalhou na Câmara, hoje guarda municipal, Fernando Ferreira das Neves e um ex-funcionário da Brasil Sul, Nelson Rodrigo Menezes - ambos arrolados pela defesa. O vigilante foi convocado porque teria ''uma situação parecida com o que aconteceu com os vigias da rádio''.
''Eu não posso afirmar com certeza que as duas situações são iguais, o que eu sei é que esse tipo de procedimento é comum na vigilância, um vigilante ser contratado, prestar serviço em um posto, e na sua hora de folga ele prestar serviço em outro posto'', explicou o ex-vigilante, em entrevista à imprensa após o depoimento.
Segundo o que apresentou o advogado do prefeito, Rodrigo Sanchéz Rios, no holerite do vigilante estava escrito ''Câmara de Londrina'', mesmo assim ele trabalhava em horários de folga em empresas privadas. ''O que eu quero deixar claro é que se houve alguma irregularidade foi da empresa Centronic, e não houve pagamento de vigias com dinheiro público'', defendeu Sanchéz Rios.
Propina
O último depoimento do dia foi do ex-funcionário da Brasil Sul que teria proposto a ''permuta'' com a empresa de segurança Centronic - essa é a justificativa da defesa para a explicação dos vigias trabalhando na rádio. Menezes não quis conversar com a imprensa, mas Rios afirmou que ele revelou ter recebido uma proposta de vantagem indevida para que a Centronic continuasse o contrato com a administração pública. ''Ele diz que houve essa conversa e ele imediatamente fez a quebra do contrato de permuta com a Centronic, que durou quatro meses. A Centronic oferecia vigias e a rádio fazia anúncios para a empresa'', explicou.
Por conta dessa informação, a CP pretende ouvir novamente Paulo Iora - ex-funcionário da Centronic que responde a ação no Ministério Público por oferecimento de propina para que a empresa vencesse licitações em várias prefeituras. Se ele for encontrado pela CP, também deve ser ouvido no próximo dia 21.


