A Comissão Processante (CP) que analisa o desvio de dinheiro da Prefeitura de Maringá publica amanhã no ‘‘Diário Oficial do Município’’ a segunda e última convocação por edital do prefeito afastado Jairo Gianoto (sem partido). A partir desta publicação, Gianoto terá dez dias para apresentar a defesa por escrito e uma lista com até 10 testemunhas.
Segundo o presidente da CP, vereador Aldi Cezar Mertz (PDT), o prazo irá terminar no dia 1º de dezembro. Se Gianoto não apresentar defesa, a CP poderá processá-lo à revelia. Caso contrário, com a defesa em mãos, a comissão poderá decidir em plenário pelo arquivamento ou prosseguimento do processo. A segunda alternativa irá implicar na intimação do prefeito afastado para depor. O presidente da CP diz que os trabalhos caminham acima da expectativa e sem impedimentos legais.
Gianoto tem o nome incluído em uma ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público que já citava o ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi e outros dois servidores, pelo desvio de R$ 2,6 milhões. O MP encontrou nas contas do prefeito desvios referentes a R$ 549 mil, ampliando para R$ 3,1 milhões os valores retirados dos cofres do município. Gianoto foi afastado judicialmente do cargo e tem os bens indisponíveis.
Paolicchi, que também teve os bens indisponibilizados, responde ainda a ação criminal por peculato, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha junto com os servidores Jorge Aparecido Sossai, Rosimeire Castelhano Barbosa e Waldemir Ronaldo Corrêa, funcionário particular do ex-secretário.
No dia 17 de outubro, a Justiça Federal decretou a prisão preventiva de Paolicchi, que desde então está desaparecido – e pode estar em Roma, porque teria dupla cidadania. O rombo na Prefeitura de Maringá pode chegar a R$ 100 milhões. Paolicchi atuava na Secretaria Municipal da Fazenda desde 1986.

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