A Comissão Processante (CP) que analisa denúncia de desvio de dinheiro pelo prefeito afastado de Maringá, Jairo Gianoto (sem partido), decidiu ontem prosseguir os trabalhos. Ontem também foi entregue a defesa por escrito de Gionato. O advogado do prefeito, Antônio Mansano Neto, alegou irregularidades na formação da CP. Para ele, dois membros da comissão, os vereadores Shinji Gohara (PHS) e Aldi Cezar Mertz (PDT), não poderiam participar da CP porque votaram pela denúncia. Os assessores jurídicos da CP, indicados pela OAB, alegam que a denúncia, segundo dita o Regimento Interno da Câmara, partiu apenas do vereador Paulo Kato (PPB). ‘‘A argumentação da defesa não procede’’, explicou o advogado Wilson Quinteiro. Mertz contestou também outro ponto da defesa, de que a denúncia não está embasada. ‘‘Recebemos documentos da Justiça que comprovam o desvio e o depósito de recursos desviados da prefeitura na conta de Gianoto’’, lembra o vereador. Integrantes da CP também estão tentando convocar as 10 testemunhas apresentadas pela defesa do prefeito afastado. São seis pessoas de Maringá, três de Nova Mutum (MT) e uma de Campo Mourão. ‘‘Vamos ouvir todos até meados da próxima semana’’, acredita Mertz.

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