O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), mais uma vez enfrentou militantes de partidos adversários durante a entrega de obras de seu governo. Desta vez foi no Hospital Regional de Sumaré (130 km de São Paulo). A obra foi entregue com quase seis anos de atraso e há nove dias das eleições. O que era para ser um discurso de campanha, ontem, tornou-se em um verdadeiro bate-boca. Durante quase meia hora, Covas discutiu com militantes do PPS. O grupo foi classificado por ele como ‘‘petistas e malufistas’’.
‘‘Quero ver quem é machão de me encostar a mão’’, disse Covas que estava em cima do palanque e rodeado por seguranças particulares. Um dos manifestantes, o professor da rede pública estadual Manoel Antônio da Silva, de 39 anos, ameaçou subir ao palanque, mas foi impedido pelos seguranças. ‘‘Me senti ofendido como petista por ter sido atacado pelo governador’’, disse.
Os manifestantes do PPS criticaram Covas pelo atraso na entrega do hospital e diziam para que ele fosse embora. ‘‘Vão embora vocês, macacada’’, disse Covas, irritado com o manifesto. O governador atacou o PT pelo protesto. ‘‘É esse tipo de violência que o PT pratica. Fizeram isso em São Paulo e eu fui lá e abri a Secretaria da Educação sozinho’’, afirmou. Covas acusou ainda o PT e Paulo Maluf (PPB) por manterem ligações.

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