Covas vive dilema de permanecer no cargo
Covas vive dilema de
permanecer no cargo
Agência Estado
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), está vivendo um dilema que pode levá-lo a contrariar seus princípios ou a entrar de novo em choque com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Opositor da tese da reeleição para cargos executivos, sempre que pode ele manifesta preocupação com as regras para os que vão concorrer ao próprio cargo este ano. Isso deu força à hipótese de Covas licenciar-se para disputar mais à vontade a eleição, fugindo assim do que ele convencionou chamar de paradoxos da Lei Eleitoral. Se vingar essa possibilidade, porém, estará batendo de frente com a decisão do presidente de continuar no cargo.
Na avaliação de dirigentes tucanos, se continuar governando o Estado, ele estará, mais uma vez, passando por cima de convicções pessoais e fazendo um sacrifício pelo partido e pelo presidente e amigo Fernando Henrique. A decisão, ressalvam, além de legítima, estará amparada na Lei Eleitoral. Covas, porém, terá de aprender a conviver, sem se deixar abater, com insinuações e acusações de uso da máquina pública para obter proveito nas urnas. Para uma pessoa com o perfil do governador, esse será um exercício diário e bastante difícil, comenta um integrante da executiva regional do PSDB.
Se ficar no cargo, Covas - que já teve atritos com o presidente por causa de questões como o ressarcimento das perdas do Estado com a Lei Kandir e os encontros de Fernando Henrique com o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) - vai expor as divergências com o amigo mais uma vez.





