O diretor-científico do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, José Antônio Ramires, confirmou que a cirurgia a que se submeteu ontem de manhã o governador reeleito de São Paulo, Mário Covas (PSDB), foi destinada à retirada de parte da próstata. Ele explicou que a hiperplasia (crescimento anormal das células) detectada em exames na semana passada tinha proporções a ponto de não poder ser tratada apenas com medicamentos. Ramires, que não participou da operação, reiterou que a cirurgia estava programada desde a semana passada, após os exames indicarem, além do crescimento da próstata, a existência também do tumor na parede lateral esquerda da bexiga.
De acordo com as explicações, foram realizadas duas cirurgias: uma endoscopia transuretral, que retirou a próstata; e outra, por meio de um pequeno corte no baixo-ventre, para a retirada do tumor. O material foi encaminhado para análise e o resultado com as características deve sair no início da semana.
O médico acrescentou que o crescimento da próstata é normal nos homens após os 40 anos. A consequência imediata da retirada, segundo ele, será uma melhora nas condições de vida do paciente, uma vez que as vias urinárias ficaram desobstruídas. O governador está urinando por meio de sonda, com a qual deve ficar de 48 a 72 horas.
Segundo assessores, Covas passa bem e está conversando, mas ainda não pode caminhar. Os assessores informaram também que o presidente Fernando Henrique Cardoso, o ministro da Saúde, José Serra, e o prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PPB), entre outros políticos, telefonaram ao hospital para desejar boa recuperação ao governador.

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