O governador de São Paulo, Mário Covas, ao chegar ontem ao Hotel Nacional, em Brasília, onde o PSDB realizou sua convenção, foi recebido com aplausos e manifestações da militância tucana. Numa rápida e tumultuada entrevista, ele declarou que não se considera substituto natural do presidente Fernando Henrique Cardoso. ‘‘Eleição é só no próximo milênio’’, brincou Covas ao responder aos jornalistas.
Sobre a perda de popularidade de FHC, Covas disse que o governo vai recuperar o espaço perdido e que o problema atual é apenas temporário. Covas ainda comentou que o governo tem se esforçado para equacionar a questão do desemprego e que o problema não tem sido provocado por ações governamentais.
O governador do Ceará, Tasso Jereissati, manifestou-se ontem contra o lançamento de uma candidatura a presidência neste momento. ‘‘Não é oportuno. Não é hora de colocar isso em discussão’’, afirmou. Ele mesmo disse que não é e nem será candidato a Presidência. ‘‘Isso seria completamente irresponsável. Não é o meu caso’’, disse.
O governador cearense ressaltou que não conhece nenhum candidato que tenha tido sucesso sendo lançado com muita antecedência. ‘‘A postura do PSDB hoje é a de dar suporte ao governo do presidente Fernando Henrique e lutar para que as reformas sejam levadas a efeito’’, afirmou.
O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, também defendeu a execução das reformas. Segundo ele, a tributária será essencial para acelerar o processo de retomada do desenvolvimento econômico do País. O novo período, segundo Veiga, terá que estar voltado para a solução dos problemas sociais.

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