Covas rebate acusações de ex-ministro Calheiros
José Maria Tomazela
Agência Estado
De São Paulo
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), disse ontem, em Alambari, que irá interpelar judicialmente o ex-ministro da Justiça Renan Calheiros sobre as acusações de que teria tentado beneficiar financiadores de sua campanha em uma licitação para a confecção de passaportes. Segundo ele, as notícias veiculadas sobre o assunto estão sendo analisadas pelos seus advogados.
Vou fazer a interpelação e, independente disso, estou procurando a quem processar por conta dessas notícias, disse o governador. Renan teria afirmado que o governador ficou contrariado com ele por ter cancelado, em abril, a concorrência de R$ 136 milhões para produzir os passaportes.
Segundo Covas, as acusações, que envolvem também um suposto lobby pela regionalização da inspeção veicular obrigatória, são tratadas como ilações e atribuídas a interlocutores do ex-ministro. Quero ver se alguém assume a acusação. Quero que alguém assuma, pois eu vou processar, afirmou, dizendo que as supostas denúncias são absolutamente falsas.
O governador disse duvidar que o ex-ministro faça publicamente qualquer denúncia contra ele. Para Covas, colocar na boca de assessores e interlocutores é uma forma fácil de agredir sem correr riscos. Ele afirmou que não teve participação na queda do ministro, substituído durante a recente reforma ministerial do presidente Fernando Henrique. Não nomeei nenhum ministro, nem derrubei ninguém. Não sou fazedor de reis.





