Covas pode voltar ao governo logo após o Carnaval
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2001
Alexandra Penhalver Agência Estado De São Paulo 
O governador licenciado Mário Covas (PSDB) poderá retornar ao comando do Estado de São Paulo na quarta-feira, depois do Carnaval. Ele pretende retomar a campanha para que seu partido escolha já o candidato tucano que disputará a sucessão do presidente Fernando Henrique em 2002. A expectativa da volta de Covas surge um mês após o governador ter se licenciado do cargo, depois de quatro dias de internação no Instituto do Coração (Incor).
O governador em exercício Geraldo Alckmin afirma que não houve pré-determinação da duração da licença. Somente Covas poderá responder à pergunta sobre quando retomará o cargo. Segundo Alckmin, Covas melhora a cada dia e tem prestigiado a sua interinidade participando das decisões do governo. No domingo, depois de receber um telefonema de apoio do presidente Fernando Henrique Cardoso, eu telefonei a Covas para colocá-lo a par da situação das rebeliões nas penitenciárias.
Na terça-feira, Covas recebeu os secretários da Adminstração Penitenciária Nagashi Furukawa e da Segurança, Marco Vinício Petrelluzzi, em seu gabinete. Buscava informações sobre a crise nos presídios. O médico particular de Covas, o infectologista David Uip, afirmou que nada foi decidido sobre a suspensão da licença médica. Da acordo com Uip, as condições de saúde de Covas continuam estáveis. Não conversamos sobre a questão do afastamento, disse.
No dia 9, Covas declarara que vai voltar ao comando do Estado, mas impôs uma única exigência: seria preciso que deixasse a cadeira de rodas. Para isso, ele se ausentou das aparições públicas nas últimas semanas e dedicou-se à fisioterapia. Como resultado, no fim da tarde de terça-feira, Covas caminhou cerca de 200 metros no corredor que liga o gabinete que ocupa e a ala residencial. Para o secretário de Comunicação do governo, Osvaldo Martins, Covas retomará suas atividades quando entender que isso é possível.


