Covas passa bem por cirurgia de nove horas
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terça-feira, 15 de dezembro de 1998
Agência Estado 
A cirurgia do governador reeleito Mário Covas ontem teve o significado de um terceiro turno, conforme avaliação feita por sua irmã, Nydia Covas Barrionuevo. Mais uma vez ele saiu vitorioso, comentou, ao comemorar o êxito da operação. Durante as nove horas de cirurgia, a monitoração cardíaca do governador indicou um quadro estável, conforme informaram os cardiologistas que o assistiram. Apesar das boas condições clínicas apresentadas durante os 11 dias de internação no Instituto do Coração, a preocupação da equipe médica estava ligada ao histórico clínico do paciente. O governador Covas tem 68 anos - fará 69 em abril próximo - sofre de diabetes e tem implantadas duas pontes de safena e uma de mamária.
No dia 15 de novembro, segundo relato do infectologista David Uip, o governador queixou-se pela primeira vez de dores ao urinar. A queixa levou a uma consulta com o urologista Fami Arap e, na sequência, a uma série de exames. O diagnóstico foi de hiperplasia prostática, um aumento do volume de próstata. O problema seria resolvido por meio de uma cirurgia para deixar o tamanho próximo ao do normal por meio de uma ressecção do tecido da próstata.
Covas foi internado no Incor na noite de 3 de dezembro. No dia seguinte, durante a cirurgia (endoscopia transuretral) foi dectado um tumor na parede lateral esquerda da bexiga, parcialmente removido para biópsia. Divulgado três dias depois da operação o resultado do exame revelou que Covas tinha câncer de bexiga. Uma série de novos exames - clínicos, laboratoriais, radiológicos e cintilográficos - foi realizada e na sintilografia foram detectadas três manchas no osso da bacia.
Uma nova biópsia de fragmentos ósseos, cujo o resultado foi divulgado no dia 10, mostrou que não se tratava de metástase.


