Covas nega agressividade contra Rossi e Maluf na TV
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quinta-feira, 10 de setembro de 1998
Jô Pasquatto Agência Estado 
O governador licenciado de São Paulo e candidato do PSDB à reeleição, Mário Covas, negou ontem que os programas do horário eleitoral gratuito estejam descambando para a agressividade, no lugar da exposição de propostas. Segundo ele o clima da campanha paulista está moderado e não corre esse risco.
Já vi campanhas mais aguerridas, mais agressivas do que esta disse. A propaganda tucana, informou Covas, não será alterada por causa da reclamação de candidatos que se sentem agredidos, caso de Francisco Rossi (PDT), que tem feito críticas diárias ao jogo sujo e à falta de princípios de Covas.
As queixas de Rossi referem-se à divulgação, no horário eleitoral gratuito do PSDB, de gravação em que o candidato do PDT a governador de São Paulo chama de canalhas integrantes da ala progressita da Igreja Católica. Não vejo nada de extraordinário; o que foi exibido é um fato inconteste e, além disso, não é novidade, disse Covas. O candidato tucano também rebateu a possibilidade de articulação com o PDT para garantir um possível apoio no segundo turno.
Covas contestou as acusações do ex-prefeito Paulo Maluf, candidato do PPB, que o responsabilizou pelo alto desemprego na região metropolitana de paulista. O Maluf pensa que desemprego só existe em São Paulo, o que é uma bobagem porque a questão afeta todo o País, mas é lógico que, nas regiões metropolitanas, os problemas se intensificam, disse Covas. A solução, segundo o candidato tucano, seria ampliar investimentos nessas regiões. Se Maluf está tão preocupado com o desemprego, deveria pensar no caso dos 1,5 mil funcionários que a Eucatex (empresa da família Maluf) botou na rua.


