No último dia útil permitido para que União e Estados transfiram dinheiro para municípios, antes da eleição de outubro, o governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), liberou ontem verbas de R$ 28,5 milhões para 203 administrações municipais. Em uma solenidade no Palácio dos Bandeirantes, com a presença de prefeitos, secretários e faixas de apoio a Covas, o governador passou quase uma hora assinando convênios com as prefeituras. Foram assinados 310 convênios.
Covas vai deixar o governo às 10h30 da próxima segunda-feira, sendo substituído por Geraldo Alckmin, seu vice-governador. Ele informou que passará o final de semana ‘‘arrumando as gavetas’’. Covas trocará o Palácio dos Bandeirantes por seu apartamento.
Três dias antes de deixar o governo, Covas evitou criar qualquer tipo de atrito com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Euclides Scalco, coordenador político da campanha de FHC, disse que o presidente poderá subir no palanque de Paulo Maluf (PPB). Scalco deu a entender que FHC poderá ter dois palanques em São Paulo - o de Covas e o de Maluf. ‘‘Ele, que é o coordenador da campanha, que decida essas coisas’’, afirmou. ‘‘Não tenho nada a dizer sobre isso. Eu não vou brigar com o presidente’’, disse. ‘‘O presidente vai aonde achar que deve ir. Tem que fazer sua campanha’’, declarou o governador de São Paulo. Na última terça-feira, os FHC e Covas participaram de um almoço sigiloso em Brasília.

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