O governador Mário Covas (São Paulo) lançou ontem, em Brasília, a candidatura do ministro José Serra à presidência da República em 2002. ‘‘Ele vai ser tão bom ministro que sairá como potencial candidato ao Planalto’’, afirmou Covas, em meio à festa tucana em que se transformou a posse de Serra. Covas reagia à proposta de um outro tucano, o ex-presidente do partido Pimenta da Veiga, que sugeria o nome de Serra para disputar o governo de São Paulo daqui a quatro anos. ‘‘O sucesso dele (Serra) aqui nos resolve a sucessão do Covas em 2002’’, resumiu Pimenta da Veiga, considerando certa a reeleição do governador em outubro.
O próprio Serra tratou de evitar o assunto. ‘‘Só sou candidato a uma coisa, a melhorar a saúde no Brasil’’, desconversou o ministro. Durante entrevista coletiva, Serra apontou Covas como provável candidato do PSDB ao Planalto em 2002. ‘‘O Mário Covas é nosso amigo e, se Deus quiser, o meu candidato em 2002’’, disse o ministro, com a seguinte ressalva: ‘‘Mas tem muito tempo até lᒒ.
Apesar da festa tucana montada no auditório do ministério da Saúde, Serra está longe de representar uma unanimidade no partido para a futura sucessão presidencial. O quadro só começará a se definir depois das eleições de outubro. Imagina-se que o próprio Covas, se reeleito, terá se credenciado para a disputa. Unânime na festa de ontem foi a convicção de que Serra não será ministro-tampão apenas para completar os nove meses de mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Caso FHC seja reeleito, Serra continuará ministro da Saúde. Esta é, aliás, a expectativa do próprio José Serra. (AF)

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