Denise Ramiro
Agência Estado
De São Paulo
O governador Mário Covas foi irônico ao comentar ontem a renegociação da dívida do Rio de Janeiro com o governo federal, principalmente uma declaração do governador Anthony Garotinho, segundo a qual ele, governador carioca, não tinha culpa de que Deus tivesse dado o petróleo para o Rio de Janeiro: ‘‘Imagine quando ele crescer e não for mais Garotinho’’, riu Covas.
Covas disse que o Rio de Janeiro ‘‘realmente conseguiu uma negociação bem significativa de sua dívida pública’’. Segundo ele, ‘‘o fato de o governo do Rio ter conseguido a antecipação do pagamento de royalties de cerca de R$ 7,5 bilhões da Petrobras, foi vantajoso por conta de coisas que vão acontecer no futuro’’.
Covas, que vive um drama com o fracasso da Febem, participou ontem da inauguração de 250 unidades da Companhia de Habitação Urbana (CDHU), construidos pelo sistema de mutirão em Cangaíba, em São Paulo.
O governador não quis fazer mais comentários sobre a renegociação da dívida do Rio de Janeiro. ‘‘Não vou opinar sobre isto. Poderia opinar sobre a conduta, a maneira de agir do Ministério da Fazenda, mas não vou’’. O governador paulista salientou ainda que cada governo tenta extrair o melhor para o seu Estado em uma renegociação.

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