A decisão de licenciar-se do cargo, anunciada no domingo pelo governador Mário Covas, foi festejada pelo PSDB paulista. Na avaliação de integrantes da executiva regional e da coordenação da campanha, o afastamento garantirá uma ação ‘‘mais livre’’ de Covas como candidato à reeleição. O pedido de licença sem remuneração - no período de 6 de julho a 30 de outubro - foi entregue ontem ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Paulo Kobayashi. Antes de anunciar a decisão, o governador conversou com o presidente Fernando Henrique Cardoso.
‘‘Será muito melhor para o partido pois, saindo do governo, ele terá condições de fazer campanha todo o dia’’, avaliou o presidente do PSDB de São Paulo, Antônio Mendes Thame. ‘‘A decisão de licenciar-se é mil vezes melhor porque teremos um candidato de corpo presente; talvez o único dado negativo seja o fato de ele igualar-se aos demais candidatos’’, acrescentou Sérgio Kobayashi, coordenador de infra-estrutura da campanha, referindo-se à suposta vantagem da reeleição: disputar um cargo em seu exercício.
‘‘Uma eleição estadual é feita no corpo a corpo e ter candidato fora do governo é aliviante’’, disse Kobayashi.’ Segundo o deputado Walter Feldman, se não deixasse o cargo, Covas acabaria resumindo a campanha do PSDB à possibilidade de reconhecimento dos atos do governo.
Com o afastamento do cargo, os tucanos esperam que Covas consiga reverter a tendência desfavorável apontada nas pesquisas de intenção de votos, nas quais aparece em terceiro lugar, atrás de Francisco Rossi (PDT) e de Paulo Maluf (PPB).

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