Covas falta a inauguração e o PPB assume a festa
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sábado, 30 de agosto de 1997
Agência Estado São Miguel Arcanjo 
Arquivo FolhaMário Covas: governador não apareceu, e o povo vaiou representanteUm prefeito malufista e um deputado do PMDB assumiram a festa preparada pelo PSDB para receber o governador Mário Covas,ontem de manhã, em São Miguel Arcanjo, a 170 km de São Paulo. Covas era esperado por duas mil pessoas que lotaram o ginásio de esportes para a entrega de 177 casas e de uma ambulância à cidade. O governador não compareceu. Sua assessoria informou que o helicóptero de Covas não conseguiu decolar de São Paulo a tempo por causa da falta de teto. Em razão do atraso, ele excluiu São Miguel do roteiro e foi direto para Alambari, a segunda das oito cidades que visitaria em mais um turnê pelo Interior.
O deputado Flávio Chaves, do PMDB, acabou fazendo o papel de representante do governador. Sou muito amigo de Covas, justificou. Além dele, discursou o prefeito, Luís Gonzaga Albach (PPB), malufista histórico. O presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) do governo estadual, Goro Hama, chegou ao local com mais de duas horas de atraso. O povo, cansado de esperar, vaiou quando a ausência do governador foi anunciada. Esse povo está esperando há mais de duas horas e muitos ainda não comeram, criticou a vereadora Rosa Costa (PMDB). O ex-prefeito da cidade, José Antonio França, disse que os tucanos montaram o ninho, mas não apareceram para ocupá-lo, referindo-se à ausência das lideranças do partido. Havia comentários de que Mário Covas excluía a cidade por causa de uma briga local entre o prefeito e tucanos. Acho que ele não veio mesmo porque não pôde, disse Albach, bastante contrariado.


