Covas duvida que preços de combustíveis não vão subir
Marli Olmos
Agência Estado
De São Paulo
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), disse ontem que não sabe se as declarações do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), garantindo que o preço dos combustíveis não aumentará mais este ano, são ou não para valer. Normalmente, o que ele fala tem sido para valer, destacou Covas. ACM afirmou ontem que os preços dos combustíveis não terão reajustes, pelo menos durante um ano. Mas o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse que tudo depende da variação cambial.
No acordo fechado com o FMI, ficou estabelecido que os preços dos combustíveis subirão sempre que houver alta do dólar e do petróleo. Ao ser questionado sobre a interferência de ACM nas questões políticas e econômicas e sobre o trabalho do senador para o País, Covas disse: ACM trabalha em primeiro lugar para Antonio Carlos Magalhães, mas também pode trabalhar para o País, completou.
O governador também anunciou ontem que São Paulo continuará pagando as dívidas de precatórios. Ele defende, no entanto, uma mudança na formula de atualizar estas dívidas para as adequar a um regime sem inflação. Eu posso até estar numa contingência que não possa pagar, mas não posso fazer disso uma tese, disse, ao responder sobre a proposta de ACM, que pregou o calote nos precatórios exagerados.
Segundo Covas, é absolutamente impossível estar em dia com os precatórios. Só se tirarmos os salários de um monte de gente, destacou. Para o governador, o que faz esta dívida cara é o que incide sobre ela - a cobrança mensal de juros remuneratórios e compensatórios e honorários advocatícios. Se você tiver alguns trocados guardados, não coloque na poupança; compre precatórios, que são o melhor negócio do mundo, completou.
Conforme o governador, o governo paulista vai continuar pagando o que puder. Ele calcula gastar com precatórios entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões por mês. O governo de São Paulo contestou na Justiça a mudança nos índices de cálculo dos precatórios e conseguiu mandado de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF).





