Covas diz que prisão deveria ser definitiva
Covas diz que prisão
deveria ser definitiva
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), disse que a única coisa que o espanta no episódio envolvendo o pré-candidato a governador e ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e o prefeito da capital, Celso Pitta (PPB), é o fato de a prisão pedida pelo delegado federal Gilberto Aparecido Américo ter sido preventiva e não definitiva. Covas respondeu a Maluf, que o acusou de ter articulado o pedido de preisão juntamente com Américo.
Covas disse não conhecer o policial e classificou a atitude de Maluf como o tipo da conduta do malandro refinado que, quando é apertado, imediatamente empurra a culpa para os outros. Em vez de falar sobre o pedido da prisão dele próprio, Maluf atiçou os jornalistas para virem me perguntar se conheço o delegado.
Covas disse conhecer Maluf desde os bancos escolares e que, desde aquela época, ele não mudou nada. Ele advertiu: Ele que faça o que quiser da própria honra, mas não tente transferir aos outros os seus problemas. Falando ao fim da solenidade de entrega de carros policiais, em Paulistânea, no interior do Estado, ele advertiu os presentes - prefeitos, vereadores e populares - que se previnam para que o Estado São Paulo não volte outra vez a cair nas garras de quem acabou de destruir a Prefeitura de São Paulo e, no passado, já havia feito o mesmo com o Estado, obrigando o Montoro (ex-governador e deputado federal André Franco Montoro) a ficar dois anos consertando o estrago. Covas disse ainda que hoje, em São Paulo, discute-se se esse Pitta é um bom ou mau prefeito, mas não dá para se dizer porque, mesmo que o prefeito fosse a pessoa mais inteligente e competente, estaria padencendo do mesmo problema de uma prefeitura destruída pelo antecessor.
Logo depois de desembarcar em Bauru (SP), para iniciar a visita à região, Covas falou sobre o assunto. Covas estava bastante irritado e incomodado com uma prótese dentária que havia colocado.





