Agência Estado
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), defendeu ontem a rápida definição da reforma ministerial preparada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. ‘‘Se é para fazer, é melhor fazer rápido, porque se não vai parecer que o governo está em crise’’, disse. Segundo o governador, a expectativa em relação às mudanças ‘‘paralisa’’ o governo.
Covas disse ser natural a disputa entre os partidos para preencher cargos no primeiro escalão. ‘‘É só anunciar que vai ter mudança no ministério e uma porção de gente fica assanhada’’, disse. Segundo ele, as trocas são normais. ‘‘Uns (ministros) estão melhores, outros vão menos mal, enquanto outros precisam ser trocados por outras razões’’, disse. O governador esteve ontem no interior do Estado inaugurando estradas vicinais.
Em Brasília, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Celso Lafer - cujo nome vem sendo citado entre os que poderiam ser remanejados do cargo em uma eventual reforma ministerial - admitiu ontem, ao anunciar o nome dos novos presidentes do Instituto de Propriedade Industrial (INPI) e do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), que a indicação dos dois técnicos pode ser interpretada como um sinal de que continuará à frente do ministério.
‘‘A posse (dos presidentes) é um ato também referendado pela presidência da República e eu, obviamente conversei sobre esta questão da continuidade. Mas perguntas sobre reforma ministerial têm um endereço certo, que é a Presidência da República’’, disse Lafer ao ser questionado sobre a possibilidade de estar deixando o cargo. O INPI será dirigido por José Graça Aranha e o Inmetro por Marco Antono de Araújo Lima.

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