O governador licenciado de São Paulo e candidato do PSDB à reeleição, Mário Covas, reuniu-se ontem com 50 deputados estaduais e federais eleitos para discutir a estratégia da campanha no segundo turno. Ao encontro estiveram presentes presidente regional do partido, Antonio Mendes Thame, ex-prefeito de Piracicaba e deputado federal eleito, os deputados Antonio Kandir, Franco Montoro e Fábio Feldman, e os estaduais Ricardo Trípoli e Walter Feldman.
Segundo o deputado reeleito Walter Feldman, ex-secretário chefe da Casa Civil e um dos principais articuladores de Covas, já começaram os contatos entre os presidentes de partidos para tratar de uma futura aliança com o PT no segundo turno. Segundo Feldman, as críticas feitas pela deputada Marta Suplicy (PT) não devem prejudicar um entendimento e o apoio petista no segundo turno.
‘‘No calor da emoção é comum que se faça crítica, todo mundo acaba falando’’, disse Feldman sobre a declaração de Marta de que teria ‘‘faltado ética’’ a Covas quando pediu o voto útil. ‘‘O interesse de São Paulo está acima das mágoas, acredito que o interesse público é muito maior do que isso’’, disse Feldman.
Segundo o deputado, alguns integrantes do PT, mas não o partido como um todo, podem inclusive subir no palanque para apoiar Covas. Feldman afirmou que os contatos estão se iniciando agora porque Covas determinou que eles não fossem feitos antes da proclamação oficial do resultado pelo TRE-SP.
Contatos informais, segundo Feldman, já foram feitos com o senador Eduardo Suplicy e com os deputados federais Eduardo Jorge e José Genoíno. ‘‘Mas a nossa orientação é que esse contato seja partidário, pelo PSDB falará o Mendes Thame e pelo PT o Antonio Palocci’’, disse Feldman, referindo-se ao presidente regional do PT e deputado reeleito.

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