O governador de São Paulo Mário Covas (PSDB) enfrentou ontem novo protesto de professores integrantes da diretoria da Apeoesp (sindicato da classe), ao anunciar o início das obras de duplicação das rodovias Raposo Tavares (SP-270), João Batista Cabral Rennó (SP-225) e Orlando Quagliato (SP-327). ‘‘Vote no Maluf, o teu voto eu dispenso’’, esbravejou Covas ao ouvir as primeiras vaias. Em seguida, criticou a ‘‘desmobilização do grupo’’ e atacou: ‘‘Quero avisar à menininha aí (uma das professoras manifestantes) que o Faresp agora vai avaliar os professores’’, disse referindo-se ao sistema de avaliação do rendimento escolar do Estado de São Paulo.
Pela terceira vez, Covas encontra resistência a sua pregação eleitoral na região, a 380 km de São Paulo. Para evitar tumulto, previsto desde a véspera, a assessoria do governador cancelou a sua ida a uma escola de 1º e 2º graus em Ourinhos, onde ele entregaria equipamentos de informática. O ato terminou se realizando às margens da SP-327, onde se concentraram prefeitos, secretários, assessores e dezenas de alunos e professores dispensados das aulas especialmente para saudar a comitiva.
Covas estava acompanhado da secretária de Educação, Rose Neubauer, do secretário de Transportes, Michael Zeitling e do deputado federal e líder do PSDB na Câmara, José Aníbal. Eles responderam à maior parte das vaias dos manifestantes, que empunhavam faixas, cartazes e gritavam palavras de ordem. Inicialmente, Aníbal elogiou a posição democrática dos professores, mas, depois, acusou-os de ‘‘desesperados e desequilibrados’’. Dizendo-se mais preocupado ‘‘com o aluno’’, prometeu à oposição derrotá-la ‘‘nas urnas sempre’’.

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