O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), ao contrário de seus colegas da Bahia, Minas Gerais e Goiás, é cauteloso em relação à proposta de reforma tributária do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente. Covas afirma desconhecer o impacto da mudança sobre a receita de São Paulo, mas avisa que não aceitará a proposta se ela implicar a queda da arrecadação do Estado.
‘‘Ainda não examinei a sugestão, mas se houver queda na arrecadação, sou contra’’, antecipou. ‘‘São Paulo já perdeu muito de sua receita de ICMS com a Lei Kandir’’, acrescentou, referindo-se à legislação que isentou da incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços as exportações de produtos primários e semi-elaborados.
A reforma tributária sugerida por Parente prevê a extinção do ICMS - principal fonte de receita de Estados e municípios -, que seria substituído por um novo tributo, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), a ser recolhido pela União. De acordo com Covas, o governo paulista vai examinar a proposta de maneira muito criteriosa. ‘‘Tomaremos cuidado para que qualquer mudança tributária não represente prejuízo.’’
Em relação à posição dos governos baiano, mineiro e goiano, que declararam apoio à proposta de reforma do secretário-executivo do ministério da Fazenda, o governador paulista fez uma indagação: ‘‘O imposto é cobrado na origem ou no destino?’’ Pelos cálculos da secretaria da Fazenda, o Estado perdeu mais de R$ 1 bilhão de sua receita este ano em decorrência da Lei Kandir.

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