Cotada para continuar, Márcia Lopes desconversa
Até agora pouco se especulou sobre mudanças no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), comandado pela londrinense Márcia Lopes. Em entrevista exclusiva à FOLHA ela confirmou ontem a disposição para continuar na função, mas afirmou que tem o cuidado de não causar nenhum constrangimento à (futura) presidente Dilma. A cautela faz sentido, uma vez que Tereza Campelo, assessora próxima à presidente eleita, também é sondada para o cargo que é da cota do Partido dos Trabalhadores (PT).
A Pasta tem orçamento robusto - só o Bolsa Família soma R$ 40 bilhões e é estratégica para o governo federal. Para o ano que vem, as metas são reajustar o benefício (que varia de R$ 22 a R$ 200) e incluir 750 mil famílias sem filhos e mais comunidades indígenas, quilombolas e populações de rua.
A ministra chegou ontem à tarde a Londrina na companhia do irmão Gilberto Carvalho. Ainda no aeroporto lembrou que compõe o MDS desde 2004 (foi secretária nacional de Assistência Social antes de ser ministra) e que seu trabalho é reconhecido hoje por entidades que apresentaram uma carta pedindo que ela seja mantida no cargo. Temos maturidade para compreender que há um jogo de xadrez sendo jogado e que a presidente tem todo cuidado e liberdade para compor sua equipe, tergiversou.
Márcia Lopes também foi premiada ontem com o prêmio Destaque Paraná 2010, concedido pela APN Propaganda a personalidades políticas, empresariais, entre outras. (L.A.)





