Costa Rica terá um inédito 2º turno
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terça-feira, 05 de fevereiro de 2002
Das agências 
San JoséA Presidência da Costa Rica deverá ser decidida em um inédito segundo turno, no dia 7 de abril próximo, entre o candidato Abel Pacheco, do governante Partido União Social-Cristã (PUSC, direita), e Rolando Araya, do Partido Libertação Nacional (PLN, social-democrata), segundo os resultados difundidos ontem, após a contagem de 92,6% dos votos.
De acordo com o mais recente boletim emitido pelo Tribunal Supremo de Eleições (TSE), Pacheco se mantinha com 38,5% dos votos (549.311), sem alcançar os 40% mais um dos votos válidos exigidos pela lei para uma vitória em primeiro turno. Por isso, o TSE será obrigado a organizar um segundo turno, o que nunca aconteceu na história costarriquense.
Pacheco, um médico psiquiatra de 68 anos, deverá enfrentar o oposicionista Araya, um engenheiro de 55 anos, que contava com 30,9% dos votos (440.616).
Por sua parte, Ottón Solís, um economista de 47 anos, candidato do emergente Partido Ação Cidadã (PAC, centro), obtinha 26,3% dos votos emitidos (375.273).
Clima de festa
As eleições gerais da Costa Rica foram encerradas no domingo em meio a um clima de festa cívica e uma grande participação dos eleitores, segundo fontes oficiais. Cerca de 2,2 milhões de costarriquenhos foram às urnas para escolher um presidente e dois vice-presidentes, 57 deputados da Assembléia Legislativa e os governos de 81 províncias.
Dificuldades
O sucessor do presidente Miguel Angel Rodriguez, eleito em 1998, pelo PUSC, terá grandes dificuldades para governar, na ausência de maioria na Assembléia Nacional. Os eleitores dividiram seus votos no domingo para o legislativo e nenhum dos partidos envolvidos na disputa disporá de maioria.


