San Jose - A presidência da Costa Rica para os próximos quatro anos foi disputada ontem por três candidatos, em um inédito processo eleitoral que poderá ser decidido em um segundo turno em abril, se nenhum dos três conseguir 40% dos votos emitidos. Mais de 2,2 milhões de costa-riquenses foram às urnas ontem para escolher o novo presidente do país.
Abel Pacheco, do situacionista Partido União Social-Cristã (Pusc), Otton Solís, do oposicionista Partido Ação Cidadã (PAC, centro) e Rolando Araya, do também oposicionista Partido Libertação Nacional (PLN, social-democrata), se apresentam como os mais fortes aspirantes ao cargo, mas nenhuma pesquisa deu certeza que algum deles seria eleito no primeiro turno realizado ontem.
Os primeiros resultados seriam divulgados pelo Tribunal Supremo de Eleições antes da meia-noite de ontem, horário local. Na última pesquisa, divulgada quinta-feira passada, Abel Pacheco encabeçava a competição com 33,5%, seguido de Araya com 29,7% e de Otton Solís com 28,4%, o que demonstrava um ‘‘empate técnico’’ entre estes dois últimos.
Entretanto, a margem de erro da pesquisa (2,8%) pode funcionar a favor ou contra qualquer um dos candidatos e reverter as posições na hora da contagem real dos votos.
Apesar de ter um dos índices de desenvolvimento humano mais altos da América Latina (o 5º lugar, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD), a Costa Rica enfrenta sérios problemas econômicos e sociais, que serão os grandes desafios do futuro governo.

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