Costa retorna à carceragem da PF; Rene irá para Catanduvas
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que permaneceu calado durante a sessão da CPMI da estatal, na última quarta-feira, em Brasília, retornou ontem à tarde para Curitiba. Ele passou a noite no Distrito Federal e, conforme informações da Polícia Federal (PF), o avião que o trouxe de volta chegou por volta das 15h30 na capital paranaense.
Ele permanece preso na carceragem da PF e deve prosseguir com os depoimentos na tentativa de firmar um acordo de delação premiada. Entretanto, nenhuma autoridade confirma oficialmente que um possível acordo esteja sendo fechado.
Há pelo menos duas semanas o suposto vazamento de informações de depoimentos deixou o mundo político em pânico. A Petrobras, por meio de seus advogados, requisitou, ontem, pela segunda vez, acesso ao conteúdo dos depoimentos que estariam sendo prestados por Costa na PF. Na petição direcionada à Justiça do Paraná, a defesa ressalta que "quer ter acesso ao depoimento prestado pelo seu ex-diretor na delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, em seus trechos referentes a empregados ou ex-empregados da Petrobras, bem como a empresas contratadas pela Petrobras".
Catanduvas
A 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba autorizou a transferência do réu Rene Luiz Pereira para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná. Ele é acusado de tráfico internacional de drogas e citado na mesma ação penal da Lava Jato em que os doleiros Alberto Youssef e Carlos Habib Chater respondem por lavagem de dinheiro produto do tráfico. Rene está preso na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, junto com Chater e André Catão de Miranda, outro réu na ação.
"O desejo do acusado de proximidade com sua família não se sobrepõe ao interesse público em isolar presos envolvidos em crimes de elevada dimensão e periculosidade", explicou o juiz Sérgio Moro em seu despacho.
Na mesma ação penal foi fixado o prazo de seis dias úteis para alegações finais do Ministério Público Federal (MPF), e outros seis dias úteis para as alegações das defesas. A defesa de Rene não atendeu aos telefonemas da equipe da FOLHA.


