Curitiba - Autor do requerimento para que Paulo Roberto Costa preste depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, o deputado federal Fernando Francischini (SD-PR) disse que a principal pergunta a ser feita hoje ao ex-diretor da estatal é quem são os 25 deputados federais, nove senadores e três governadores envolvidos e quais são os casos. "Só a lista de nomes não é suficiente. Queremos que ele diga quais foram os esquemas de corrupção com cada um deles, quanto cada um ganhou e onde foi parar o dinheiro, porque ele tinha o controle disso, através do doleiro", disse.
Questionado se a população não vai se frustrar com a possibilidade de Costa usar o direito de ficar calado, ele disse ser "bem provável". "Pode sim, com certeza, assim como pode ser transformada em uma audiência reservada. Mas, minha função, que era colocar ele com o microfone na frente, foi feita. E se eu não fizesse poderia dar margem para insinuarem que eu estaria querendo proteger alguma autoridade ou as grandes empresas. Se ele vai falar ou não, vamos ver na hora. Mas quem não ia falar no mensalão e acabou falando, colocou três deputados do PT na Papuda", afirmou.
Para a Agência Senado, o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que não descarta a possibilidade de fechar a reunião ao público e à imprensa. A intenção é evitar que o executivo fique em silêncio, já que ele tem o direito constitucional de ficar calado para não produzir provas contra si. O depoimento está marcado para 14h30 de hoje. "A sessão vai começar aberta e, no seu curso, pode se transformar numa sessão secreta mediante a provocação dos parlamentares e acordo com o depoente", explicou o presidente.

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