Curitiba Além da acusação de fraudar documentos, contra Celso Costa pesam várias outras denúncias. Parte delas está contida no relatório da Secretaria Federal de Controle Interno, órgão vinculado à Casa Civil, da Presidência da República, denominado ''Tomada de Contas Anual''. Esse documento foi elaborado com base no relatório da auditoria feita na Delegacia do Trabalho e do Emprego do Paraná.
A primeira irregularidade apontada no documento mostra que a DRT, sem qualquer justificativa plausível, renovou o contrato de prestação de serviços de limpeza e conservação, muito além do que a lei das licitações permite.
O relatório também cita a locação de um imóvel em Santo Antônio da Platina, onde estava instalada a Agência do Trabalhador. O imóvel pertence a um servidor lotado naquela agência, o que contraria a Lei das Licitações. Tal situação manteve-se, mesmo depois que Costa tomou conhecimento do fato. Segundo a Associação dos Auditores Fiscais do Paraná, o contrato só foi cancelado depois da publicação de reportagens denunciando o caso.
O Ministério Público Federal de Londrina apura denúncia contra a gestão de Celso Costa na DRT/PR de negligência na fiscalização de empresas do pólo moveleiro de Arapongas o maior do Estado mediante esquema de pagamento de propina a fiscais.
Outra denúncia investigada pela mesma Procuradoria diz respeito à perseguição sofrida pelo ex-subdelegado do Trabalho em Londrina Dorival Arantes, que teria sido praticada por Costa. Logo que assumiu a DRT no ano passado, Costa teria ordenado a extinção de ações de fiscalização sobre a Celta System em Londrina e ainda tentado impedir o fornecimento de certidão de idoneidade da empresa ao auditor do município, Osvaldo Alves de Lima. Como punição pelas ações que vinham sendo feitas em relação a Celta, o ex-subdelegado sofreu um processo de transferência para Guarapuava.
Costa esteve na presidência da antiga Comurb, em 1999. Nesse período, as contas da autarquia foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, por irregularidades que atingem R$ 200 mil, sendo a principal causa, a realização de compras sem o devido processo de licitação.
Todas essas denúncias foram apresentadas ao ministro do Trabalho, Paulo Jobim Filho, no dia 17 de julho, através de um ofício encaminhado pelo deputado federal Florisvaldo Fier (PT), o Dr. Rosinha.
O Ministério do Trabalho foi procurado e não quis se manifestar sobre o assunto.

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