O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, explicou, durante seu depoimento na Justiça Federal do Paraná, na última quarta-feira (8) que, em média, 3% sobre os valores dos contratos fechados pela Petrobras com grandes empresas eram destinados a partidos políticos. "Dos 3%, 2% eram para atender ao PT, por meio da diretoria de Serviços".

Ele completa relatando que outras diretorias, como Gás e Energia e Exploração e Produção, que também tinham indicações feitas pelo PT, estavam "incluídas no esquema". O 1% restante, segundo Costa, era destinado à diretoria de Abastecimento, cargo ocupado por ele, e que tinha indicação política do PP. "Em média, dependendo do contrato fechado pela Petrobras, este percentual podia variar. Deste total, 60% ia para o partido, 20% para despesas (nota fiscal para envio, por exemplo). Entre os outros 20%, 70% ficava para mim e 30% ia para o Youssef ou, até 2008, para o ex-deputado José Janene".

Costa ainda reforçou que recebia em espécie, normalmente em casa ou no seu escritório. Estes valores sempre eram entregues por Youssef e, anterioremente, por Janene. O engenheiro mecânico ainda lembrou que a diretoria Internacional da estatal tinha indicação do PMDB.
"Possivelmente já acontecia antes de eu ir para lá (em 2004) porque estas empresas já trabalhavam com a Petrobras há muito tempo. E como mencionei, as indicações de diretorias, sempre foram políticas", ressaltou ele, durante o depoimento.

mockup