Corumbataí do Sul corta telefone e Peabiru, verba
Entre os 25 prefeitos da região de Campo Mourão, vários já tomaram medidas radicais para conter despesas. Em Corumbataí do Sul, por exemplo, o prefeito Jair Cândido de Almeida (PSDB) mandou cortar todos os telefones da prefeitura. Só restou o telefone do posto de saúde. Quem quiser falar comigo, que ligue na minha casa, frisa o prefeito. Almeida jura que também vem usando a linha particular para fazer as ligações que precisa.
Os secretários municipais de Corumbataí do Sul também estão tendo que ir para casa toda vez que precisam dar telefonemas. É a cota de sacrifício, conta Almeida. Ele diz que tomou a medida depois que fracassaram as tentativas de se reduzir a conta telefônica mensal, que girava em torno de R$ 3 mil. Foi preciso radicalizar, disse. Radical também serão as férias coletivas da prefeitura: 45 dias entre dezembro e fevereiro.
Em Peabiru, o prefeito João de Bittencourt (PFL), preferiu abrir mão de um empréstimo junto ao programa Paraná Urbano. Temos uma capacidade de endividamento de R$ 600 mil, mas não vou fazer financiamentos e complicar ainda mais a situação do município, disse. Bittencourt alega que não vê perspectivas da arrecadação de Peabiru crescer e, assim, prefere tocar obras apenas com recursos próprios. Faço menos obras, mas não faço dívidas.
Já o prefeito de Mamborê, Ricardo Radomski (PMDB), promete entrar com um mandado de segurança contra o governo federal pelos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo ele, o FPM chega à cidade com um desconto de 15%, que deveria ir para o Fundo Municipal de Educação. Só que esses 15% nunca chegam integralmente ao município, conta Radomski. Levamos um prejuízo mensal de pelo menos R$ 15 mil. (S.S)





