Os 190 funcionários da Prefeitura de Corumbataí do Sul não podem mais fazer fofocas no ambiente de trabalho, roubar idéias dos colegas, fazer críticas injustificáveis, ser submetidos a tarefas com prazos impossíveis, subestimar o trabalho de outros servidores nem passar de uma função de responsabilidade para outra, que seja considerada ''trivial''.
As determinações estão na lei municipal sancionada pelo prefeito José Antônio Cafissi (PSDB) que instituiu penas ao assédio moral . A idéia foi do vereador Paulo Sérgio Peternelli (PPS), que trabalha há 12 anos na prefeitura. ''A intenção é resolver alguns problemas que atrapalham o andamento do município'', explica o vereador.
Segundo a lei, assédio moral é ''todo tipo de ação, gesto ou palavra, que atinja a auto-estima, a segurança, a dignidade e moral de um funcionário, fazendo-o duvidar de si e de sua competência, causando-lhe constrangimento ou vergonha, implicando em dano ao ambiente de trabalho e à evolução da carreira profissional''.
Para quem descumprir a lei do assédio moral, são previstas penalidades que vão desde uma advertência escrita até a demissão do servidor. A lei também prevê que funcionários suspensos terão que participar de cursos de comportamento profissional. Peternelli disse que elaborou o projeto para evitar abusos dos chefes e perseguições políticas.
O prefeito Cafissi afirmou que gostou da nova lei. ''Tinha muitos desses buxixos na prefetura'', admitiu. Segundo ele, algumas pessoas falam ''sem ter conhecimento nenhum''. A lei também vale para a Câmara de Vereadores. O prefeito nega que seja uma forma de censura. ''Do prefeito podem falar à vontade.'' (S.S.)

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