Cortes vão atingir 28 categorias de servidores
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Fernando Barros de Mello<BR>Folhapress 
São Paulo - Pelo menos 28 categorias do funcionalismo público federal devem sofrer congelamento nos aumentos salariais. Entre elas, Saúde, Trabalho, Previdência, Fazenda, Agricultura, Educação, Justiça e Banco Central. O levantamento foi feito pela subseção do Dieese na Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), ligada à CUT e maior entidade do funcionalismo público. ''Nosso eixo de atuação depende do dia 23, quando teremos reunião de fôlego com o governo e as pretensões serão oficializadas. Se for confirmado o que vem se constatando nas falas, vamos soltar orientação para haver assembléias nos Estados e, depois do Carnaval, vai haver plenária nacional, onde vamos tomar a decisão da greve'', diz Sérgio Ronaldo da Silva, da direção da Condsef.
As maiores centrais sindicais do país adotam um discurso mais cauteloso e evitam falar em greve. Ontem, elas fizeram reunião e prometem divulgar um manifesto no próximo dia 21, criticando, entre outros pontos, o congelamento do aumento salarial para servidores e a possível diminuição de novas contratações. Participaram do encontro CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e Nova Central Sindical.
Reajuste
Já o Congresso autorizou o pagamento do reajuste e de parcelas adicionais atrasadas de seus servidores. A atitude é conflitante com as ações anunciadas pelo governo que, para compensar as perdas com o fim da CPMF, prevê a suspensão do reajuste do funcionalismo. O pagamento na Câmara já havia sido prometido pelo presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), no ano passado, mas parte dele, R$ 45 milhões, referente a atualização do valor das gratificações, só foi realizado nesta semana. O reajuste é retroativo a abril e foi concedido como consequência do aumento dado aos parlamentares de 28,5% -o salário dos deputados e de senadores subiu de R$ 12,8 mil para R$ 16,5 mil.


