São Paulo- Os juízes e os promotores estão insatisfeitos e irritados com os sucessivos cortes que o Executivo tem promovido no orçamento dos tribunais e do Ministério Público (MP). Eles dizem que não aceitam mais o papel de reféns dos governos.
A ordem é pôr na parede os chefes de Executivo para que não reduzam ainda mais o montante que consideram adequado para cobrir despesas com pessoal e custeios. ''Vamos pressionar porque a Constituição deu autonomia administrativa e financeira aos tribunais'', avisou Rodrigo de Carvalho Collaço, juiz estadual em Santa Catarina.
Collaço preside a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), maior entidade da toga no mundo, com quase 15 mil juízes filiados. ''O Executivo não é o dono do País nem o dono do orçamento. Existe uma tradição no Brasil de que o Executivo é o dono do dinheiro. A arrecadação não pertence a nenhum segmento do Poder, deve ser dividida de forma mais equilibrada.''

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