Brasília - O comando da Câmara aprovou ontem uma revisão no orçamento da Casa que promete gerar uma economia de R$ 291 milhões em 2009. A reforma administrativa prevê cortes em investimentos, despesas e contratação de pessoal. A maior parte do enxugamento - cerca de R$ 200 milhões - vai surgir com a suspensão da obra de ampliação do anexo 4 da Casa, a construção de um novo anexo, a licitação para a compra de um canal de televisão, além da contratação de consultorias para avaliarem os trabalhos dos deputados.
Outra determinação é o congelamento das vagas de servidores que se aposentarem e também dos cargos comissionados e de postos das empresas que prestam serviços terceirizados que forem demitidos ou pedirem para sair. Atualmente, a Câmara conta com 1.200 funcionários com Cargos de Natureza Especial (CNEs) e 2.500 terceirizados. ''Nós vamos dificultar a recomposição dessas vagas. É preciso ter ideia de que não é uma decisão isolada. É uma decisão para a melhoria de toda a casa'', disse o primeiro-secretário, Rafael Guerra (PSDB-MG).
Também foi programada uma redução de R$ 61,5 milhões nas despesas administrativas da Casa - gastos postais, pagamento de diárias para servidores, compra de material de escritório, entre outros itens. A redução de 20% no valor das passagens aéreas também faz parte desta rubrica, e deve proporcionar uma economia de R$ 17,9 milhões.

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