Corte irrita presidente do Ippul
Uma situação à primeira vista inesperada causou uma saia-justa na audiência pública que apresentou ontem à tarde o orçamento municipal para 2007. Nos bastidores, era visível o clima de apreensão diante de uma possível manifestação de servidores grevistas contra os números formuladados pela administração. Entretanto, quem pediu a palavra para reclamar de verbas foi o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Luiz Figueira de Melo.
Chefe da pasta que elabora, por exemplo, todo o Plano Diretor da cidade, Figueira se mostrou revoltado com o descréscimo de participação no bolo total o Ippul foi uma das poucas áreas que passaram por redução no investimento. Dos R$ 1,671 milhão de 2006, para 2007 serão destinados R$ 1,625 milhão 2,75% a menos, com R$ 15 mil para investimentos de manutenção.
''Não vou aceitar que um órgão de planejamento estratégico e que já tinha uma cota extremamente pequena ainda sofra uma redução dessas. Fazemos o Plano Diretor para gerenciar uma cidade de 500 mil habitantes, com um esforço épico, mas parece que temos sempre a mesma fatia de uma economia que colhe o desenvolvimento num pires'', reclamou, pedindo revisão do valor. Segundo Figueira, R$ 15 mil ''é menos do que custa um software que utilizamos, já que há até número adequado de pessoal''.
O diretor de Orçamento da Secretaria Municipal de Planejamento, Edson Souza, explicou que o Ippul terá os recursos para investimentos provenientes, na verdade, da Secretaria Municipal de Gestão Pública. O servidor se referiu à verba de R$ 9 milhões destinados à modernização da administração via reformas e equipamentos, aprovados ano passado pelo Legislativo e oriundos do Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Fiscal dos Municípios Brasileiros (PNAFM). ''A Gestão vai concentrar esse recurso, que poderá ser utilizado pelas pastas quando necessário'', garantiu Souza.
O presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), sugeriu que os vereadores podem fazer suplementação de verbas para o Ippul. ''Um valor desse para o trabalho que eles fazem chega a ser ridículo'', avaliou o parlamentar. (J.G.)





