Grande parte dos mais de R$ 50 milhões contingenciados em 2013 pela Prefeitura de Londrina veio do corte com horas extras de servidores municipais. A medida garantiu economia de R$ 27 milhões aos cofres públicos. Porém, o custo do funcionalismo neste ano preocupa o secretário da Fazenda, Paulo Bento.
Se houve redução nas horas extras no ano passado, em 2014 a administração conta com cerca de mil servidores a mais. Além disso, há o crescimento vegetativo da folha.
O secretário de Gestão Pública, Rogério Dias, afirma que os cerca de 750 novos contratados foram para a Secretaria de Educação, com a reposição de 80 aposentados e, o restante, na substituição de funcionários que faziam horas extras em sala de aula.
"Claro que vai ter um impacto nos gastos, mas a hora extra é 50% mais cara e substituímos um pelo outro", diz, lembrando que o equilíbrio vai trazer menos estresse para os professores e, consequentemente, melhorias no ensino e diminuição nas faltas por problemas de saúde.
Bento afirma que, para contornar as dificuldades, vai fechar mais o cerco no pagamento de tributos para localizar quem não está nos cadastros e "tratar com carinho especial" os principais inadimplentes do município – os cinco maiores devedores de IPTU devem R$ 50 milhões.
Porém, o recebimento de execuções de inscritos na dívida ativa vem caindo nos últimos anos: foram pagos R$ 14 milhões em 2011;
R$ 11 milhões em 2012; e R$ 9 milhões em 2013, quando a previsão era receber R$ 15,9 milhões.
Para o secretário, uma das alternativas seria o reajuste da planta genérica de valores do município, proposta que é rejeitada pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD). O chefe do Executivo prega a otimização nos gastos e na cobrança de tributos, além da atração de indústrias. (L.F.W.)

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